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Assaí, Paraná - Genealogia

Fonte: FamilySearch Wiki
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Brasil Gotoarrow.png Paraná Gotoarrow.png Assaí

(Inclua nesta página dados deste município. As informações em itálico são apenas orientações e deverão ser suprimidas assim que os conteúdos forem incluídos.)


Paraná Municip Assaí.svg.png

Localização: Mesorregião Norte Pioneiro Paranaense
                   Microrregião Assaí
Área:  440,346 km²
Distância da Capital: 339Km

Datas
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(Inclua datas históricas relacionadas ao município, como data de fundação, emancipação política, etc.)

Em 1938, de conformidade com o Decreto Lei n.º 7573, de 20 de outubro daquele ano, foi elevado a categoria de Distrito pertencente ao município de São Jerônimo da Serra, como território desmembrado do Distrito de Jataí do mesmo município.

Devido ao impulso e desenvolvimento sócio econômico, densidade geográfica e de conformidade com as normas estabelecidas na Lei Orgânica Nacional n.º 311, de 02 de março de 1938, o Governo do Estado, através do Decreto Lei n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, criou e elevou a categoria de município, com território desmembrado do Município de São Jerônimo da Serra, com sede onde se localiza a sua atual cidade, tendo como parte integrante do seu território os distritos de então Jataí e Uraí, estes mais tarde através da Lei n.º 02 de 10 de outubro de 1947, foram elevados a categoria de município, perdendo assim Assaí, três anos mais tarde, elevada a área de seu território.

O município de Assaí, foi solenemente instalado no dia 28 de janeiro de 1944, de acordo com as normas estabelecidas pela Lei Orgânica Estadual n.º 311, de 02 de março de 1938, conforme consta na Ata de Instalação, livro próprio da prefeitura, ato este presidido por seu prefeito nomeado pelo governador do Paraná, major José Scheleder, da Polícia Militar do Paraná.

Antigas Denominações
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(Inclua antigos nomes que o município tenha tido.)

• Três Barras

Assailand

Municípios Circunvizinhos
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  • Ibiporã
  • Jataizinho
  • Uraí
  • Nova América da Colina
  • São Sebastião da Amoreira
  • Santa Cecília do Pavão
  • São Jerônimo da Serra
  • Londrina
  • O mais importante acesso rodoviário para Assaí se dá através da PR-090. Existe também uma via de acesso para Uraí, denominada PR-442, em bom estado de conservação, porém, sem pavimentação asfáltica. Assaí é a cidade que tem a maior porcentagem de japoneses e descendentes em sua população (cerca de 15%). Em diversas localidades, Assaí é conhecida como a "cidade dos japoneses" pela referência de marco histórico da cidade fundada por imigrantes do Japão. Em 2008, a imigração japonesa comemora 100 anos de sua vinda ao Brasil. Em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, está sendo construído o primeiro castelo japonês do Brasil.

Localidades
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(Inclua sublocalidades do município que sejam significativas, tais como povoados, fazendas, estâncias, etc.)

Fazenda Três Barras;

Fazenda Nomura, de Bandeirantes;

Colônia Internacional (Londrina);

Córrego Passo Fundo;

Secções Bálsamo, Figueira e Palmital.

História
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(Inclua um breve resumo histórico sobre o município, destacando os fatos que se relacionem ou que facilitem de alguma forma a pesquisa genealógica na localidade.)

O nome do município origina-se do japonês Assahi ('sol nascente').

A história de Assaí tem início quando o cônsul do Japão em São Paulo, Noriyuki Akamatsu, começa a incentivar a emigração japonesa para o Paraná. Os comentários de que as terras eram altamente produtivas levaram o cônsul a enviar observadores para a região, entre eles alguns agrônomos. A constatação da fertilidade do solo pelos observadores do consulado deu origem à fundação da Cooperativa de Imigração, em 1927, presidida por Mitusada Umetani, um dos homens que percorreram toda a região.

Como quase todas as cidades do Norte Paranaense, Assaí nasceu e cresceu graças ao impulso colonizador das companhias de colonização, que desmataram e colonizaram a região. Em 14 de novembro de 1928, foi firmado um contrato de compra e venda de uma gleba de 12 mil alqueires na localidade então conhecida por Três Barras.

Em 1932, a Companhia Colonizadora Três Barras fundou uma fazenda no ponto onde hoje se situa a sede municipal de Assaí. Posteriormente, a colonizadora iniciou a venda de lotes rurais e urbanos, permitindo a vinda de inúmeras famílias, especialmente de japoneses. O local passou a chamar-se Assailand, em referência aos imigrantes provenientes do Japão.

Em 1932, um grupo de homens de origem japonesa, após adquirir do governo do estado considerável área de terras devolutas nesta região do vale do Rio Tibagi, no dia 1.º de maio daquele ano e partindo da centenária cidade de Jataí (hoje Jataizinho), embrenhou-se mata a dentro, cujo grupo era chefiado pelo Senhor Miyuki Saito e integrado pelos Senhores Itissuke Nishimura, Utaro Katsuda, Tokujiro Tsutsui, e Junzo Nagai, os quais inicialmente alcançaram onde hoje se localiza a sede da secção; ali foi derrubada a primeira árvore para ser localizada a sede provisória da Fazenda Três Barras.

No mesmo ano, após levantamentos geográficos e topográficos, foi mudada para onde está localizada atualmente a cidade de Assaí. O motivo da escolha do local em terreno mais acidentado, foi devido à mentalidade dos imigrantes japoneses, que destinam as áreas de topografia plana para aproveitamento na agricultura.

Inicialmente, a sede já bastante povoada, foi chamada Assailand em homenagem aos colonos japoneses aí estabelecidos (Asahi (朝日?) - sol nascente e Land - terra). O progresso e desenvolvimento de Assailand, graças a fertilidade da terra e condições favoráveis, principalmente as culturas de algodão e café, atraíram gradualmente várias levas de imigrantes, em sua maioria de origem japonesa.

Ainda em 1932, apontaram a esta terra, entre outros, os Senhores Shozaemon Moriya, Yukito Iwata, To Ishikawa e Tomotada Ikeda, que com Utaro Katsuda compõe o grupo dos cinco fundadores de Assaí.

No dia 04 de maio daquele mesmo ano, a Estrada de Ferro São Paulo-Paraná chegou ao Município de Jataí (Jataizinho) e a Companhia Bratac deu início à venda de lotes em Três Barras. Nesse ano ainda, 1932, entraram na localidade cinco famílias japonesas, oriundas da Fazenda Nomura, de Bandeirantes: Massayuki Tsujimoto, Yukito Iwata, Rokuiti Funada, Too Ishikawa e Shozaemon Moriya, os pioneiros de Assaí.

Embora a gleba estivesse comprada desde 1927, sua colonização só teve início cinco anos mais tarde, em razão de uma restrição do Governo Paulista ao plantio de café naquele Estado. Além disso, a ocupação se processou de forma lenta, a princípio, porque algum tempo antes começaram a ser vendidos lotes na então chamada Colônia Internacional (Londrina), para onde vieram muitos imigrantes japoneses. Outro fator também contribuiu para atrasar ainda mais a ocupação de Três Barras no seu surgimento: o caminhão de que dispunha a Bratac para transportar os desbravadores e mantimentos de Bandeirantes até lá, foi requisitado pelo Governo em razão da revolução eclodida em junho de 1932. A partir daí, o transporte era feito por carroças puxadas a boi, que levavam mais de uma semana para percorrer o trajeto. A soma desses fatores ocasionaram uma paralisação no desenvolvimento da nova comunidade.

Os problemas, no entanto não cessaram aí. Os primeiros colonizadores encontraram dificuldades para o abastecimento de água, pois a área que ocupavam estava sobre uma imensa laje de pedra atualmente denominado Córrego Passo Fundo, dificultando a perfuração de poços. Tiveram que se abastecer com águas de um rio que passava perto dali. Os pioneiros não desanimaram. Naquele mesmo ano, 1932, Samon Tanji foi para Três Barras, onde abriu uma filial de casa de comércio Yamaguchi, de Bandeirantes.

Apesar de todos os problemas enfrentados pelos pioneiros, o núcleo conseguia desenvolver-se e chegou a impressionar o Cônsul Geral do Japão no Brasil, Yuwataro Utiyama, que visitou a localidade em outubro de 1933, em companhia do diretor da Bratac, Kunito Miyasaka. Ao retornar a São Paulo, o cônsul escreveu uma carta, manifestando-se admirado e elogiando os esforços daqueles que, enfrentando inúmeras dificuldades, implantavam uma nova civilização em plena mata virgem. Dizia ele, finalizando, ter certeza de que muito em breve Assaí seria o paraíso dos colonizadores.

Em 1934 ainda, começa a funcionar a primeira escola de língua japonesa, na casa do engenheiro Kameyama, e as aulas eram ministradas por sua esposa e seis alunos apenas.

Uma experiência feita pelo agricultor Heiju Akagui, que plantou algodão em 1934, foi o impulso que faltava para que a comunidade atingisse seu pleno desenvolvimento. Ele colheu 360 arrobas de algodão por alqueire e o fato ganhou dimensões inimagináveis. Para se ter uma ideia do que essa safra representou, basta dizer que até então a Companhia havia vendido apenas 213 alqueires e, a partir da safra de Akagui, chegou ao final de 34 com 2.140 alqueires vendidos. Já eram 22 famílias na localidade, distribuídas nas Secções Bálsamo, Figueira e Palmital.

O ano de 1935 talvez tenha sido o mais importante entre os primeiros vividos pela comunidade de Três Barras. Acontecimentos bons e ruins marcaram naquele ano de crise agrícola, que provocou o desinteresse de futuros compradores. Cerca de 200 famílias já residiam na localidade e o algodão era a principal cultura, da qual elas tiravam seu sustento até que o café começasse a produzir. Entre os pés de café e algodão, os agricultores plantavam feijão, que além de fornecer alimento para eles próprios, era vendido a terceiros e custeava as outras plantações. Os problemas se sucediam e as famílias decidiram fundar a Associação dos Agricultores de Três Barras, cujo objetivo era discutir a política agrícola, buscando soluções para as dificuldades comuns.

Naquele ano ainda, em agosto, foi realizada a primeira exposição da localidade, com 217 expositores no total. A mostra foi sucesso. No mesmo ano, em Curitiba, acontece a Exposição do Algodão, com 11 agricultores recebendo medalhas de ouro pela quantidade do produto exposto. Os juízes, todos agrônomos da Secretaria de Estado da Agricultura, deram medalha de ouro aos seguintes produtores de Assaí: Iwao Aida, Riichi Tatewaki, Yukito Shimizu, Minori Murata, Mitsuji Yamada, Kenzo Tojo, Kozo Kusama, Koji Shibayama, Tyusaku Takinami, Sanji Moriyama e Kaiji Ido.

Um caso de malária, ocorrido na época, assustou os moradores e os interessados em adquirir terras na região. Trouxe, porém, um benefício: a Companhia Colonizadora, a partir do caso, contratou um médico, o doutor Torata Kameno, para dar assistência permanente aos habitantes de Três Barras. Todos foram aconselhados a não se aproximarem das margens do rio Tibagi na época de chuvas, já que um pescador havia contraído a doença nessas condições.

Assaí já foi chamada a "capital do ouro branco" ou a "rainha do algodão", em razão da grande quantidade de algodão que produzia. No auge dessa fase, chegou a ter mais de 200.000 mil habitantes. Com o fim do algodão, a cidade foi diminuindo. A maior parte da população migrou para Londrina. Muitos habitantes, de origem japonesa, retornaram para o Japão, e hoje a cidade conta com apenas 18.000 mil habitantes. Atualmente, começa a crescer de novo, graças às indústrias que estão se instalando na cidade, gerando mais de seis mil empregos. 

Famílias Tradicionais
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(Relacione as famílias mais antigas e tradicionais do município, por ordem alfabética de sobrenome e separado por vírgulas.)

AIDA, Iwao; AKAGUI, Heiju; AKAMATSU, Noriyuki; FUNADA, Rokuiti; IDO, Kaiji; IKEDA, Tomotada; ISHIKAWA, To; ISHIKAWA, Too; IWATA, Yukito; KAMENO, Torata; KATSUDA, Utaro; KUSAMA, Kozo; MIYASAKA, Kunito; MORIYA, Shozaemon; MORIYAMA, Sanji; MURATA, Minori; NAGAI, Junzo; NISHIMURA, Itissuke; SAITO, Miyuki; SHIBAYAMA, Koji; SHIMIZU, Yukito; TAKINAMI, Tyusaku; TANJI, Samon; TATEWAKI, Riichi; TOJO, Kenzo; TSUJIMOTO, Massayuki; TSUTSUI, Tokujiro; UMETANI, Mitusada; UTIYAMA, Yuwataro; e YAMADA, Mitsuji.

Instituições
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Cartórios de Registro Civil, Notas e similares
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(Inclua as unidades cartoriais do município, bem como endereço, telefone, e-mails e links para páginas virtuais, se houver.)

Cemitérios
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(Inclua o(s) nome(s) do(s) cemitério(s) do município, tanto públicos quanto particulares, bem como endereço, telefone, e-mails e links para páginas virtuais, se houver)

Centros de História da Família
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(Inclua o(s) nome(s) do(s) Centro(s) de História da Família existente(s) no município. Utilize a opção Inserir Hiperlink para ligá-lo à página do Centro na Wiki.)

Locais de Registros Religiosos
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(Inclua as igrejas e outras instituições ligadas a estas, como dioceses, arquidioceses e escritórios, existentes no municípios, bem como endereço, telefone, e-mails e links para páginas virtuais, se houver.)

Outros Locais e Instituições
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(Inclua Associações, Arquivos Públicos, Bibliotecas, Institutos Históricos, Museus, Prefeituras e qualquer outra instituição que possa conter acervo de interesse para a História da Família ou que possa servir de meio para contato no município; inclua endereços, telefones para contato, e-mails e links para páginas virtuais, se houver. Relacione-os em ordem alfabética.)

Outros Recursos de Pesquisa
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(Inclua outros recursos que possam ser utilizados para pesquisa específica no município, como comunidades online, páginas pessoais, etc.)

Bibliografias
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(Inclua livros já publicados relacionados à localidade.)

Referências
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  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Assaí
  2. http://cod.ibge.gov.br/2357A